sábado, 9 de fevereiro de 2008

ARLINDO FAGUENDES


É um grande ilustrador. Foi ele que desenhou as personagens e as cenas dos livros das colecções Uma Aventura, Viagens no Tempo e Asa Delta.Podes ficar a conhecer melhor a sua obra no seu site: www.arlindofagundes.com

GÉMEAS E CARACOL



Nascemos iguais, só temos uma pequena diferença que as pessoas geralmente não notam. Como não dizemos o que é, ninguém nos distingue... o Caracol é o único ser vivo que nunca se engana. Ah! Ah! Ah!Não temos mais irmãos, somos alunas médias, andamos a aprender flauta, já experimentámos vários desportos, não conseguimos estar quietas durante muito tempo, adoramos viajar e conhecer gente. Os nossos maiores amigos são rapazes, o Pedro, o Chico e o João que tem um cãozarrão chamado Faial. Todos juntos vivemos as mais fantásticas aventuras.
Arf... arf...Orf... ainc...Béu (*)*Tradução:Arf - Olá.Orf - Olhem para mim.Ainc - Estou assustado.Béu - Quero comer.
O Caracol é um pequeno caniche. Pertence às gémeas, é amicíssimo do grupo e dá-se bem com o Faial. Participa nas aventuras e até teve papel de relevo, por exemplo em "Uma Aventura nas férias do Natal" - foi ele que salvou as gémeas que estavam amarradas nas caves de uma ruína. No livro "Uma Aventura em Lisboa" foi ele que encontrou o tesouro. Aposto que vocês não resistem a ler um destes livros em honra do Caracol.

As Gémeas respondem:Se vocês tivessem outros irmãos, acham que se davam bem com eles?Achamos que sim, mas com certeza não éramos tão próximas como somos entre nós.Por que é que chamaram Caracol ao vosso cão?Porque ele tem o pelo aos caracois.Têm algum passatempo preferido?Neste momento é navegar na Net e também andamos entusiasmadas com aulas de dança.Qual é a vossa disciplina preferida?Varia, conforme o professor.Já gostaram do mesmo rapaz?Só ligeiramente.Têm planos de futuro?Alguns. Adorávamos ser actrizes e também nos interessava viver uma experiência como repórteres na Amazónia.




CHICO


Estou aqui para comunicar com bons desportistas e sobretudo com miúdas giras!
Eu cá gosto é de acção, acção, acção.Quando me obrigam a estar muito tempo parado, começo a sentir formigueiro na pele e às vezes... transformo-me num explosivo ambulante. Adoro desporto, pratico várias modalidades, sou especialista em futebol, volei, natação e karaté. Não posso negar que a ideia de uma boa cena de pancadaria me diverte à grande. Nunca bato em putos, aposto é em medir forças com brutamontes. Podem-me dar mas garanto-vos que também levam. E então se alguém se mete com o meu grupo é o fim!Passo imediatamente a distribuidor automático de murros, pontapés e cabeçadas. Já pus para fora de combate vários gangs e tenciono continuar.
O Chico responde:
Qual é o teu passatempo preferido?Futebol.
Qual a tua disciplina preferida?Educação Física.
Tens irmãos?Tenho um irmão bastante mais velho.
Dás-te bem com o teu irmão?Não me dou mal, mas não somos muito próximos.
Quais os teus programas de televisão preferidos?Bons jogos de futebol, filmes de acção, séries com miúdas giras...
Tens namoro?Por agora, estou livre...

JOÃO E FAIAL



Mais conhecido por «Canina»! E vocês?
Sou pequeno, magro e despachadíssimo. Adoro subir a árvores, balançar-me nos ramos, dar saltos incríveis. Vivo com a minha avó que faz os melhores bolos do mundo e com o Faial que é o cão mais inteligente e forte do universo. Os meus pais estão a trabalhar na Alemanha e só vêm cá nas férias.A nossa casa não é muito grande mas tem um jardim e casota para o Faial. Como adoro animais, na cozinha há gaiolas com pássaros, um poleiro para o papagaio e alguns ratos brancos. Os meus amigos dizem que vou ser veterinário.
Arf......grrr.....Au.......aúú!Schlup......... (*)
*Tradução:Arf - Olá.Grrr - Já vão ver o que lhes acontece.Au - Atenção...Aúú - Perigo à vista.Schlup - Que belo osso para eu roer.
O Faial é um pastor-alemão muito inteligente e muito bem treinado para proteger o dono. Quem se atrever a levantar um dedo contra o João ou contra o grupo pode contar com a dentuça afiada do Faial.


O João responde:
Gostavas de ter irmãos?Talvez. Mas os meus amigos são como irmãos.
Sempre gostaste de animais?Sempre. Prefiro cães mas também me entendo bem com gatos e acho que se tivesse de tratar de feras, corria tudo bem.
Já foste à Alemanha ver os teus pais?Já. Chateou-me não saber alemão.
Qual é o teu passatempo preferido?Agora, têm sido os jogos de computador.
Tens um programa de televisão preferido?Neste momento, tenho dois. O Gato Fedorento e... o outro não digo.
Tens namorada?Talvez sim, talvez não.

PEDRO


Vivo com os meus pais e com uma irmã mais velha que está a estudar Medicina. Uma das coisas que mais me diverte é pensar. Adoro investigar e tirar conclusões lógicas de tudo o que acontece. Também gosto de ler e de estudar e faço questão de ter notas altas.Desde que o computador veio para o meu quarto, aprendi tudo e mais alguma coisa e faço viagens sensacionais em frente ao ecrã.Perceber o que se passa à minha volta, adivinhar o futuro e os pensamentos dos outros e trocar-lhes as voltas com os meus projectos pessoais, também me agrada bastante. Ainda não resolvi se quero ser detective ou cientista.
O Pedro responde:
Qual a tua disciplina preferida?Português e Ciências Naturais.
Qual é o teu passatempo preferido?Ler.
Já tiveste uma paixão?Já tive várias.
Tens irmãos?Tenho uma irmã mais velha que está a tirar Medicina.
Quais são os canais de televisão que preferes?Discovery, Odisseia e outros.
Já tens planos para o futuro?Gostava de trabalhar na investigação científica, mas também gostava de ser escritor e detective.

ENTREVISTA

respostas às perguntas mais frequentes...
1. Quando perceberam que gostavam de escrever?Ana Maria Magalhães – Percebi que gostava de inventar histórias mesmo antes de saber escrever.Isabel Alçada – E eu também.
2. Quando escreveram a primeira história?A. M. M. – Escrevi a primeira história com 9 anos para entreter um dos meus irmãos mais novos, que estava doente e não queria comer a papa.I. A. - Escrevi a primeira história quando andava no terceiro ano, e fiquei radiante porque a professora leu alto para todos os alunos ouvirem.
3. Ser escritora era um sonho de criança?A. M. M. – Ser escritora era um dos meus sonhos de criança.I. A. – Eu sempre que lia um livro e gostava dizia para mim própria que havia de ser escritora.
4. Como se conheceram?A. M. M. e I. A. – Conhecemo-nos à porta da Escola Fernando Pessoa, em Lisboa, para onde íamos ambas trabalhar pela primeira vez como professoras de Português e História. Foi em Setembro de 1976.Antes de nos apresentarmos na direcção, fomos tomar um café juntas e ficámos amigas.
5. Por que resolveram escrever juntas?Ambas – Antes de escrevermos juntas preparámos muitas aulas em conjunto e fichas de trabalho, guias para visitas de estudo, etc. Um dia lembrámo-nos de fazer pequenas histórias para uma turma que não gostava de ler. Como resultou bem, mais tarde abalançámo-nos a escrever um livro na intenção de publicar.
6. Qual o primeiro livro que escreveram?Ambas – O primeiro livro que escrevemos foi Uma Aventura na Cidade. Começámos em Janeiro de 1982 e foi publicado em Novembro do mesmo ano.
7. Por que é que resolveram escrever aventuras?Ambas – Ambas gostámos sempre muito de histórias com acção e mistério.Além disso, sabemos que a maior parte dos leitores também gosta e que o género agrada igualmente a rapazes e raparigas. Como queríamos cativar para a leitura, pareceu-nos bem começar por livros de aventuras.
8. Escrevem só aventuras?Ambas – Em 1985 começámos a colecção Viagens no Tempo e a pouco e pouco fomos escrevendo outras, como por exemplo Histórias e Lendas da Europa, os livros da colecção História de Portugal, com o apoio de historiadores famosos. Mais tarde diários para adolescentes, o Diário Secreto de Camila e o Diário Cruzado de João e Joana. Houve também um livro sobre Piratas e Corsários e sobre o Mosteiro dos Jerónimos. Escrevemos também três livros para os leitores mais pequenos, que estão a aprender a ler. Esta colecção já tem os seguintes títulos: O Crocodilo Nini, A Gata Gatilde e O Leão e o Canguru.
9. De qual das colecções gostam mais?Ambas – Nós gostamos muito de todas as colecções e de todos os livros que escrevemos. Os leitores é que têm revelado acentuadamente preferência pela colecção Uma Aventura.
10. Têm um livro preferido?A. M. M. – Eu tenho uma pequena preferência pelo livro Uma Aventura nas Férias do Natal, porque de certo modo é autobiográfico.A história passa-se na quinta dos meus avós em Trás-os-Montes; tudo o que acontece ao grupo aconteceu comigo, excepto encontrar bandidos.I. A. – O meu preferido é Uma Aventura no Bosque, porque se passa em Sintra, terra de férias da minha família. E porque quando tinha doze anos assisti a um pavoroso incêndio que quase destruiu a serra e que me impressionou muito.
11. Por que é que escolheram a editora Caminho?Ambas – Na verdade foi a Editora Caminho que nos escolheu a nós. Porque antes de irmos à Caminho mostrar Uma Aventura na Cidade fomos a três outras editoras que não quiseram publicar. Só a Caminho apostou em nós.
12. Têm filhos?A. M. M. – Eu tenho um rapaz chamado Tiago, uma rapariga que se chama Mariana e uma neta chamada Matilde.I. A. – Eu tenho uma filha que se chama Vera e dois netos, o Bernardo e o Gonçalo. Os nossos netos adoram O Crocodilo Nini, A Gata Gatilde e O Leão e o Canguru. Mas o Bernardo, que é o mais velho, já começou a ler «aventuras».
13. Os vossos filhos costumam ler os vossos livros?Ambas – Os nossos filhos liam sempre os nossos livros quando eram mais novos. Agora já são adultos mas gostam de acompanhar o que as mães fazem e lêem para dar uma opinião.
14. Têm outra profissão?A. M. M. – Eu sou professora de Português e História do 2.º ciclo.I. A. – Eu fiz outro curso em 1984 e agora sou professora na Escola Superior de Educação de Lisboa, onde estudam futuros professores.
15. Conseguem conjugar a vida profissional com a vida familiar?Ambas – Fazemos questão de pôr a família em primeiro lugar, apesar de trabalharmos muito. Isso obriga a uma boa organização de tempo.Geralmente de manhã damos aulas, à tarde escrevemos e à noite, fins-de-semana e feriados dedicamo-nos à família.
16. Quanto tempo demora a escrever um livro?Ambas – Um livro demora muito tempo a escrever. Mas varia. Entre as histórias mais rápidas está, por exemplo, Uma Aventura na Escola, que não exigiu pesquisa e ficou pronto em dois meses. O mais demorado de todos foi o Brasil! Brasil!, da colecção Viagens no Tempo, que incluiu uma viagem ao Brasil, muito tempo a estudar a História do Brasil e a ler livros e jornais brasileiros.
17. Quantas horas escrevem por dia?Ambas – De uma maneira geral escrevemos quatro horas por dia. Quatro horas bem aproveitadas porque só conversamos um bocadinho e na pausa do lanche.
18. A que horas gostam mais de escrever?Ambas – Ambas gostamos de trabalhar e escrever de dia. À noite é para conviver com a família e os amigos. Ambas gostamos de deitar cedo e levantar cedo.
19. As personagens da colecção Uma Aventura existem?Ambas – As personagens de Uma Aventura foram seleccionadas entre os nossos alunos. Escolhemos as gémeas porque são vivas, despachadas, cheias de iniciativa, e além disso tinham a particularidade engraçada de serem iguaizinhas. O Pedro foi escolhido por ser um dos melhores alunos da escola, muito inteligente, muito reflectido e muito bom colega. O Chico era um aluno fraco a tudo e o melhor da escola a Educação Física. Tinha muita coragem, era forte, destemido, o ideal para um grupo aventureiro. Quanto ao João, não foi nosso aluno mas andava na escola e tinha um cão de raça pastor-alemão que um dia entrou na cantina e deixou toda a gente em pânico, incluindo nós as duas.
20. E as personagens da colecção Viagens no Tempo?Ambas – As personagens da colecção Viagens no Tempo não existem mas são inspiradas em pessoas que conhecemos. A Ana em figuras de raparigas ajuizadas, mas corajosas, o João em rapazes estarolados sempre prontos para experiências diferentes. O Orlando é uma composição feita a partir de dois cientistas, ambos alegres e amantes de desporto.
21. Vão sempre aos locais onde se passam as histórias?Ambas – Vamos sempre aos sítios antes de escrever a história para conhecermos locais, pessoas, tradições, lendas, experimentar sabores, cheiros, ambientes. Já fizemos imensas viagens no país e no estrangeiro para preparar histórias. Fomos a Espanha, França, Escócia, Brasil, Cabo Verde, Macau, deserto do Sara, em Marrocos, Egipto, etc.
22. Tiveram que estudar muito para escrever os livros de colecção Viagens no Tempo?Ambas – Tivemos estudar imenso para fazer os livros de colecção Viagens no Tempo. Mas estudámos com gosto porque ambas adoramos História. Lemos textos de historiadores actuais e documentos da época que escolhemos. Em certos casos ainda vamos mais longe. Para escrever, por exemplo, O Dia do Terramoto, lemos diários de pessoas que assistiram ao terramoto e sobreviveram. Para o livro Mataram o Rei também lemos diários e cartas de pessoas que viveram naquela altura, algumas das quais assistiram ao assassínio do rei D. Carlos. Até lemos a descrição desses momentos horrorosos feita pelo príncipe D. Manuel, que só escapou com vida porque se baixou para acudir ao irmão. Essas leituras dão-nos uma visão muito completa não só dos acontecimentos mas também dos sentimentos que desencadearam, e assim compreendemos melhor o que se passou e podemos escrever com maior segurança.
23. Como é que escrevem em conjunto?Ambas – Escrever em conjunto não é fácil. Mas nós temos ideias convergentes e habituamo-nos a pô-las em comum.Sentamo-nos à mesa, combinamos o que houver a combinar e depois vamos escrevendo a par.
24. Quem faz as ilustrações dos vossos livros?Ambas – Para a colecção Uma Aventura, Viagens no Tempo e Asa Delta as ilustrações são feitas por um grande artista que vive em Braga e se chama Arlindo Fagundes. Para os outros livros as ilustrações têm sido feitas por grandes artistas: o Carlos Marques e o Nuno Feijão, que vivem em Lisboa. E ainda trabalhamos com outra equipa de dois ilustradores muito criativos, a Clara Vilar e o Pedro Gonçalves. Esses ilustraram as revistas Na Crista da Onda.
25. Os netos serviram de inspiração para os vossos livros?Ambas – Os netos serviram de inspiração sobretudo para os livros que escrevemos a pensar nos leitores mais novos. Contámos várias histórias para ver quais é que eles preferiam e que tipo de mensagens captavam mais depressa e com mais entusiasmo. Assim surgiu por exemplo A Gata Gatilde cuja mensagem é muito simples e clara: quem faz birras e trata mal os companheiros fica sem amigos. O ilustrador Nuno Feijão também fez testes com os filhos para ver que tipo de desenho lhes agradava mais e assim surgiu uma gata Gatilde cor de rosa que todos adoraram por ser gira e original.

A CRÍTICA


opiniões de críticos, jornalistas e professores
Uma Aventura, o melhor da SICEsta série infanto-juvenil, baseada nos livros de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, é de facto cativante, bem feita, com personagens jovens simpáticos e bons actores, no género. Histórias de aventuras passadas do livro para o ecrã, mas que nem por isso perderam qualidade. Os cinco aventureiros desta nova série conseguem atrair tanto os mais novos como todos aqueles que arriscarem ver um episódio. Por outro lado, e não menos importante, é o facto de esta série se revelar como um bom incentivo à leitura.Os melhores e os piores de Fevereiro segundo a ATV - Associação de TelespectadoresIn Público, de 16-03-2006
A orientação vocacional, também chamada aconselhamento de carreira, é um processo de ajuda que se proporciona a um jovem no sentido da resolução do seu problema de escolha escolar e/ou profissional, tendo em vista o desenvolvimento da carreira e a definição do projecto de vida.Este livro, Quero ser Actor, fala não só sobre as aptidões, capacidade, recursos e limitações de cada um nesta profissão, como a história tem também o mérito de abordar o mundo do trabalho e as consequentes exigências, vantagens, desvantagens e oportunidades.Por tudo isto, trata-se de informação valiosa, dirigida aos interesses dos jovens.Os Meus Livros, Outubro de 2005
No início da década de 80, duas professoras que se conheceram na Escola Fernando Pessoa, em Lisboa, entregaram-se à tarefa de conquistar jovens para a leitura. Hoje, vinte e três anos e 46 volumes depois do primeiro livro, as aventuras das gémeas Teresa e Luísa, Chico, Pedro, João e o cão Faial são, sem dúvida, a colecção mais popular entre crianças e adolescentes portugueses, com mais de seis milhões de exemplares vendidos. O sucesso explica-se muito pela preocupação pedagógica das histórias, que, com as suas constantes visitas a monumentos, museus e outros pontos de interesse, servem verdadeiras lições da História de Portugal de uma forma quase subliminar. As aventuras literárias das duas professoras foram, há quatro anos e meio, adaptadas para televisão pela SIC e vão já a caminho da quarta série.Pública, 4 de Setembro de 2005Para que as crianças e os jovens desenvolvam um sentimento de responsabilidade pelo que se passa à sua volta, este mês sugiro a leitura do livro Há Fogo na Floresta (infelizmente, bem a propósito, neste final de Verão). Trata-se, no fundo, de um convite a uma reflexão partilhada e urgente sobre os perigos dos incêndios florestais.O livro assume uma postura pedagógica e o desenho de Pedro Mendes faz emergir com toda a naturalidade a enorme variedade de seres vivos típicos da nossa floresta: animais, árvores, plantas, sementes e frutos, que se perdem quando Há Fogo na Floresta. A ilustração é, pois, muito apelativa e preocupa-se em transmitir a estética das grandes florestas, onde todos gostamos de passear, ensinando-nos a reconhecer diferentes espécies animais e vegetais.Penso que só quando nos envolvemos, isto é, quando nos interessamos afectivamente pelos assuntos, conseguimos aprender e modificar os comportamentos. É o que este livro consegue, permitindo desenvolver uma responsabilidade maior no processo educativo das crianças e dos jovens.Os Meus Livros, Setembro de 2005Leia aqui a curiosa autobiografia de Ana Maria Magalhães publicada na edição de 31 de Agosto do Jornal de Letras.Com o relato sobre o sofrimento que coelhos, toupeiras, ouriços ou picapaus têm de enfrentar cada vez que as chamas varrem os locais onde habitam, Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada aproveitam para sensibilizar os mais novos para um drama que todos os anos destrói parte do país. Depois desta pequena história, a obra Há Fogo na Floresta percorre os caminhos da floresta portuguesa, mostrando espécies, explicando para que servem as árvores e porque é que as manchas verdes diminuem no planeta.Mas como a floresta é a casa de muitos animais, são também dados a conhecer aqueles que ainda restam nas matas portuguesas, como o lobo, a raposa ou a gineta.Esta viagem pela floresta continua com um segundo conto em que os protagonistas, desta vez, são humanos. Não dos que provocam incêndios, mas dos que se preocupam em evitá-los. Os heróis desta história são os sapadores florestais, a quem as autoras chamam os "anjos da floresta".As autoras da conhecida colecção Uma Aventura dão, com esta obra inédita, um contributo para a compreensão do património mais valioso do país e das várias ameaças que sobre ele pendem.Público, 24 de Julho de 2005Um livro - mais um título da dupla Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada e o primeiro da colecção Quero Ser - que mostra que para se ser actor é preciso sonhar mas também ter talento e trabalhar. A partir da história de alguns alunos que formaram na escola um grupo de teatro e também da apresentação de um caso real de sucesso - o do Teatro Aberto, em Lisboa, por onde passa parte do enredo de Quero Ser Actor. No final, é apresentada a trajectória do Teatro Aberto, que nasceu em 1996 como Grupo 4 - Sociedade Artística, e as biografias de actores como Irene Cruz, João Lourenço ou Rui Mendes.Público, 27 de Agosto de 2005Mais um livro da colecção Uma Aventura, que já vai em 47 títulos. Nesta história, o grupo de amigos vê-se perseguido por um javali durante um (aparentemente) calmo passeio de bicicleta pelo campo. Os miúdos protegem-se, mas o cão do João, o Faial, continua a perseguir o porco selvagem. Conversas suspeitas, um encontro com um paparazzi, caçadores estranhos e um mensageiro especial fazem de Uma Aventura no Caminho do Javali uma excitante aventura, que agarra os leitores de imediato.Público, 25 de Julho de 2005Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada escrevem livros de aventuras: Lema adoptado: "os miúdos têm o direito de se divertirem!" (...)Através dos alunos e dos filhos, as autoras adquiriram um conhecimento mais directo, mais verdadeiro, do que interessa realmente às crianças.Maria Emília Brederode Santos, "As aventuras literárias de duas professoras", Diário de Notícias, 14 de Dezembro de 1982
Hoje a sua colecção de aventuras é certamente a colecção mais popular entre as crianças e adolescentes portugueses.Maria Emília Brederode Santos, "Encontrar o ritmo da criança", Diário de Notícias, 25 de Janeiro de 1987
Tem bons especialistas entre nós a literatura para crianças e é nestas idades que se torce o pepino, é de criança que se podem criar os hábitos de leitura... A este respeito é preciso ler o livro Ler ou não Ler, Eis a Questão, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, precisamente porque se baseia na sua rica experiência destes últimos dez anos com a publicação regular da colecção que as notabilizou.Carlos Pinhão, "Ler ou não Ler... Sonhar ou não sonhar", A Bola, 7 de Maio de 1988
As autoras conseguiram incentivar não só o gosto pela leitura mas também pela procura de "tesouros escondidos" nos museus de Portugal (...).Ana Paula Almeida, "Era uma vez uma aventura", JL, 22 de Fevereiro de 1988
A razão do sucesso reside em grande parte na seriedade que Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada põem no seu trabalho - não fazendo literatura menor porque se destina a um público jovem.João Pinheiro, "A flauta do amolador", Diário de Notícias, 28 de Abril de 1988
Isabel Alçada e Ana Maria Magalhães descobriram, pelos vistos, o segredo infalível para seduzir os pequenos leitores ao misturarem com conta, peso e medida a acção e o mistério com a realidade de qualquer criança portuguesa. (...)Rui Tavares Guedes, "Reacção das crianças emociona autoras de aventuras", A Capital, 1 de Julho de 1989
A explicação deste êxito imparável assenta em grande parte na disciplina, no método, no rigor posto no cumprimento de um projecto, que lentamente começou a encher duas vidas e, claro, o imaginário de centenas de milhares de jovens leitores em Portugal, nos países africanos de Língua Oficial Portuguesa e nas comunidades de emigrantes em vários continentes (...).José Jorge Letria, "Uma aventura a duas vozes", revista Sábado, 9 de Setembro de 1989
Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, deux auteurs specialisées dans la littérature pour la jeunesse. (...) elles ont touché les jeunes mais aussi les plus vieux.(...) Soucieuses de donner du Portugal une autre image que les stéréotypes traditionnels, ces deux écrivains à succès citent volontiers Victor Hugo parlant de leur patrie: "J'admire ce petit pays qui a une grande âme."Jean Claude Ducret, "Deux ambassadrices portugaises partagent l'âme de leur pays", L'Est Républicain, 26 de Maio de 1990
Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada têm créditos firmados como escritoras de livros para crianças.(...) eu apontaria a qualidade do diálogo, a arte de descrever, e a ductilidade de uma linguagem que, sendo cheia de dignidade, em nenhum momento resulta sisuda. Pelo contrário, vai ter sempre a lugares inesperados de vivacidade e de encanto.Maria Lúcia Lepecki, "O Tesouro das Ilhas", Diário de Notícias, 29 de Julho de 1990
Les élèves du lycée Charlemagne qui apprennent le portugais ont montré, à l'initiative de leur professeur, Mme Maria Henschen, une intéressante exposition sur le thème "Azulejos". Une idée qui leur est venue à la suite de la lecture d'un ouvrage portugais, O Azulejo Mágico, une histoire fabuleuse où se mêlent aventure et science-fiction écrite par Isabel Alçada et Ana Maria Magalhães."Les "Azulejos" du Portugal", Le Républicain Lorrain, 11 de Março de 1991
Deux auteurs portugaises tirent un trait d'union entre leur pays et les jeunes lorrains. Le début d'une belle histoire.Daniel Fleuret, "Lorraine - Portugal. Le début d'une belle aventure", L'Est Républicain, 12 de Março de 1991
Os mais novos já sabem mais coisas sobre o Palácio da Pena do que muitos dos habitantes de Sintra. Lisboa está na lembrança das crianças que nunca viram o estuário do Tejo (...) isto porque há cerca de doze anos Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada iniciaram a colecção Uma Aventura, que despertou o interesse das crianças para muitas terras, monumentos e histórias portuguesas. (...) Estas duas professoras puseram em prática uma ideia bem simples que revolucionou a literatura infantil portuguesa, abrindo portas aos autores nacionais.Mariana Alves, "Escritoras a quatro mãos", Mulher Moderna, 1994
Afinal as autoras da colecção mais vendida em Portugal não esqueceram que são professoras e não perdem de vista os seus leitores. Daí que exista sempre uma preocupação pedagógica nas histórias. Os locais são reais. Há monumentos no meio das histórias, museus que se visitam, lições de História de Portugal que são dadas de uma forma sub-reptícia. Muitos destes livros acabam por ir parar às bibliotecas das escolas e começa a notar-se um fenómeno interessante - não há separação entre o que é "para ler lá fora" e o que é para "ler dentro da aula". No Palácio da Pena triplicou o número de visitantes depois de publicada Uma Aventura no Palácio da Pena. (...) António Eduardo Marques, "A Leitura em Caixa Alta", Público, 24 de Abril de 1994
Estamos perante um documento de trabalho com informação preciosa e fundamental. (...) Há que recusar, como insistem as autoras, julgamentos simplistas sobre o saber-se cada vez menos ou sobre o facto de os jovens não se interessarem por nada que valha a pena. (...) Os dados apresentados no livro Os Jovens e a Leitura nas Vésperas do Século XXI são muitas vezes surpreendentes pela positiva. Como dizem as autoras (responsáveis pelo projecto de promoção de leitura de maior sucesso entre nós nos últimos anos): "Na nossa época muito mais crianças e jovens mergulham com prazer no mundo dos livros porque muitos adultos tomaram a seu cargo a tarefa de os encaminhar nesse sentido." Eis a questão!Guilherme d'Oliveira Martins, "Os jovens e o apelo da leitura", Diário de Notícias, 6 de Julho de 1994
Lido Os Jovens e a Leitura, fica-se com a impressão de que afinal muito está a ser feito em Portugal pelas letras.Luísa Jeremias, "Brincar aos clássicos", Diário de Notícias, 21 de Fevereiro de 1995
Os alunos (da professora de Português Colette Revémont, que lecciona em Nancy) tinham estudado Uma Visita à Corte do Rei D. Dinis, a época medieval, as relações entre Portugal e a França. Colette convidou então as escritoras para ir a França contactar com os leitores. (...) Foi esta visita das escritoras que veio dar origem a Uma Aventura em França e a vários intercâmbios entre escolas de Nancy e de Leiria/Marinha Grande.Ana Sousa Dias, "Uma Aventura em Leiria", Público, 22 de Fevereiro de 1995
Um livro transporta as crianças para um mundo diferente, fá-las viajar através das palavras e solta-lhes a imaginação. Uma imaginação fértil, própria de quem tem poucos anos e quer descobrir tudo. Felizmente há cada vez mais crianças a ler e o prazer pela leitura é um contributo inegável para o sucesso escolar (...).Paula Ferreira, "Prazer pela leitura contribui para o sucesso escolar", A Capital, 9 de Outubro de 1995
Tempos de Revolução relata o quotidiano na Idade Média desde o reinado de D. Pedro I até ao início da segunda dinastia, que se alicerça na batalha de Aljubarrota. A elaboração deste novo volume (da História de Portugal) baseou-se em reuniões constantes entre as duas professoras-escritoras e o professor-historiador-investigador José Mattoso. (...)Luísa Jeremias, "A história deve ser acessível a toda a gente", A Capital, 24 de Novembro de 1995
O espírito aventureiro não tem idade. Há leitores da terceira classe até ao oitavo ano, sendo que a maior fatia se encontra no meio. (...) Além desta, as mesmas autoras assinam outras colecções juvenis, onde se tenta misturar aventuras com património histórico. É o caso da colecção Viagens no Tempo, em que jovens do século XX se deslocam numa máquina do tempo (...) as últimas páginas de cada livro são verdadeiros compêndios de História (...)Paula Correia, "Contadores de histórias", Diário de Notícias, 1 de Junho de 1997
Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada são dois casos incomparáveis de sucesso no âmbito das letras portugueses contemporâneas. (...) O segredo do êxito tem certamente a ver com a sua experiência de professoras, que lhes permite desenvolver temas aliciantes para as camadas etárias que pretendem conquistar, fazendo uso de uma linguagem simples e acessível, que reveste da mais atraente forma histórias que são 50 por cento realidade e 50 por cento fantasia.Artur F. Coimbra, "A Fantástica Aventura", Semanário Económico, 20 de Julho de 1997
Uma Aventura na Quinta das LágrimasNa apresentação do livro, Rui Marques Veloso, Professor de Literatura Infantil na Era de Coimbra, além de sublinhar a qualidade literária deste livro deste livro sublinhou o seu objectivo: temos autênticos artistas portugueses.Público, 11/11/99
Diário Cruzado de João e JoanaTrazendo por vezes à memória a atmosfera do filme Conto de Verão, de Rohmer, a acção (...) permite a emergência de várias histórias. (...)A meio caminho entre o romance epistolar e a ficção sobre a forma de diário (...) logra problematizar e abrir horizontes ao leitor.José António Gomes, Expresso, Outubro 2000
CD-ROMLendas da Europa é uma obra cuidada, verdadeiramente adequada aos jovens utilizadores e consegue conjugar divertimento e conhecimento.Pedro Amorim, Exame Informática, Maio 2000
O êxito conquistado pela adaptação televisiva dos livros da colecção Uma Aventura prova que os valores podem vencer a violência.Sónia Dias, Correio da Manhã, Dezembro de 2001
No Coração de África MisteriosaCom milhares de leitores assegurados pelas colecções Uma Aventura e Viagens no Tempo, ei-los apaixonados por novo projecto - a história de portugueses que mergulharam no coração de África, totalmente desprovidos dos requintes de conforto e segurança que só o séc. XX proporcionaria aos viajantes.Maria João Martins, Jornal de Letras, 3 de Dezembro 1997
Diário Secreto de CamilaTodos nós já fomos como Camila e vivemos experiências que jamais se repetirão.Teresa Oliveira, Correio da Manhã, 17 de Julho de 1999
A colecção Uma Aventura merece todos os elogios pela popularidade que os seus livros atingiram.Correio da Manhã, 23 de Março de 1996Os Jovens e a Leitura nas Vésperas do Século XXI dar-lhe-á sem dúvida muitas pistas para perceber as preferências dos mais novos em matéria de leitura e tempos livres.Pais e Filhos, Junho de 1994

ISABEL ALÇADA

Biografia
Isabel Alçada nasceu em Lisboa a 29 de Maio de 1950, filha mais velha de uma família maioritariamente feminina. A casa estava sempre cheia de tias e primas de todas as idades, gente muito alegre e comunicativa. As crianças ocupavam o primeiro lugar, mas todas se submetiam à autoridade paterna, uma autoridade firme, positiva, criativa. Era o pai quem convidava os amigos, organizava passeios, jogos, piqueniques, viagens. Era também o grande contador de histórias, um permanente estímulo intelectual para as três filhas.
A infância e juventude decorreram portanto num ambiente caloroso e feliz.
Foi aluna do Liceu Francês Charles Lepierre, onde concluiu o Ensino Secundário.
Licenciou-se em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Ainda estudante, casou, teve uma filha e começou a trabalhar na Psicoforma - Centro de Formação e Orientação Profissional. Concluído o curso, ingressou na Direcção-Geral de Educação Permanente do Ministério da Educação, de onde transitou para o Secretariado da Reestruturação do Ensino Secundário em 1975/1976.
Em Setembro de 1976 iniciou a actividade docente como professora de Português e História do 2.o ciclo. Nesse mesmo ano fez o Estágio Pedagógico na Escola Preparatória Fernando Pessoa, em Lisboa, sendo convidada no ano seguinte para trabalhar na Formação de Professores como orientadora de estágio. Nessa qualidade participou em diversos cursos e seminários sobre a didáctica da História realizados no País e no estrangeiro. Mais tarde desempenhou funções no Conselho Directivo da sua escola, acumulando com um cargo na direcção do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa.
Nos anos lectivos de 1982/1983 fez o Mestrado em Ciências da Educação pela Universidade de Boston, após o que passou a trabalhar no Gabinete de Estudos e Planeamento do Ministério de Educação.
A partir de 1985 integrou o quadro de professores da Escola Superior de Educação de Lisboa, onde continua a leccionar, acumulando o ensino com a coordenação da Biblioteca-Centro de Recursos.
Em 1987 foi convidada pela Comissão da Comunidade Europeia para integrar uma equipa de especialistas europeus em formação de professores, tendo realizado, em parceria com os técnicos dos outros países comunitários, o estudo Estratégias de Formação de Professores nos Países da CEE. Efectuou a preparação do doutoramento em Ciências da Educação na Universidade de Liège.
No ano lectivo 1995/1996 foi nomeada pelo ministro da Educação coordenadora do grupo de trabalho encarregado de conceber a rede de bibliotecas escolares, e no ano lectivo de 1996/1997 foi nomeada para coordenar a equipa encarregada de estudar a problemática do livro escolar. Em Janeiro de 2001 assumiu o cargo de Administradora da Fundação de Serralves, em regime de voluntariado.
A par desta intensa actividade no domínio da educação, estreou-se como escritora de livros infanto-juvenis em parceria com Ana Maria Magalhães em 1982.
Os seus livros, que marcaram uma viragem na história da literatura infantil portuguesa, reflectem a longa e rica experiência educativa, são eco de uma infância e juventude particularmente felizes e traduzem o seu enorme talento para comunicar com os mais novos.

ANA MARIA MAGALHÃES

Biografia
Ana Maria Magalhães nasceu em Lisboa a 14 de Abril de 1946, no seio de uma enorme família onde as crianças ocupavam o primeiro lugar. A casa albergava pais, avós, uma tia viúva notável contadora de histórias. Ali eram recebidos também com frequência os muitos tios e primos, que se instalavam para passar temporadas quando vinham do Porto, da Régua, de Moncorvo, trazendo consigo outras posturas, outras histórias, uma linguagem diferente com outras expressões, outras sonoridades.
A infância e juventude decorreram portanto num ambiente alegre, caloroso, rico de experiências humanas.
Foi aluna do Colégio Sagrado Coração de Maria, onde concluiu o Ensino Secundário.
Licenciou-se em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo acumulado, durante os três primeiros anos, com a frequência do Curso Superior de Psicologia Aplicada no ISPA. O casamento, aos 21 anos, obrigaria a uma opção.
Ainda estudante, começou a trabalhar na Cambridge School e depois no Gabinete de Estudos dos Serviços de Apoio à Juventude do Ministério da Educação.
Iniciou a actividade docente como professora de História de Portugal do 2º ciclo no ano lectivo de 1969/1970, no Liceu António Enes, em Lourenço Marques, Moçambique.
O contacto próximo com crianças africanas, indianas, chinesas e portuguesas foi tão motivante que, de regresso a Lisboa, decidiu enveredar definitivamente pela carreira docente. Encontrou colocação na Escola Preparatória de Salvaterra de Magos, onde teve oportunidade de conhecer o meio rural, experiência muito gratificante, apesar das dificuldades inerentes ao facto de trabalhar longe de casa tendo dois filhos pequenos.
No ano lectivo de 1976/1977 fez estágio pedagógico na Escola Preparatória Fernando Pessoa, em Lisboa. Entre 1980 e 1982 desempenhou funções na Formação de Professores de História.
Em 1982 foi convidada para Técnica do Serviço de Ensino de Português no Estrangeiro. Nessa qualidade preparou e apresentou cursos de formação de professores, visitou escolas em vários países da Europa e nos Estados Unidos da América, participou em seminários do Conselho da Europa em Portugal e no estrangeiro.
O Ministro da Educação chamou-a para integrar a equipa que se ocupou da Reforma do Sistema Educativo entre 1989 e 1991. Desempenhou funções de coordenadora da reforma curricular do 2.o ciclo. Nos dois anos seguintes dedicou-se a um estudo sobre os jovens e a leitura no âmbito do Instituto de Inovação Educacional.
Em 1994 aceitou o convite da Expo 98 para dirigir o Jornal do Gil. Em 1997 foi destacada para o gabinete do Ministro da Educação a fim de estabelecer a ligação pedagógica entre o Pavilhão de Portugal da Expo 98 e as escolas.
Em 1998 foi convidada pela Editorial do Ministério da Educação para coordenar uma revista multicultural destinada aos países africanos de língua oficial portuguesa. A revista Tu Cá Tu Lá foi patrocinada pelo Instituto Camões e pelo Instituto de Cooperação Portuguesa.

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Para se corresponderem connosco poderão utilizar o seguinte e-mail:
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Boas Leituras!
Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

UMA AVENTURA........LITERÁRIA 2008


Concurso Uma Aventura... Literária 2008
» Ficha de inscrição
Regulamento
Concurso Uma Aventura... Literária 2008
O Concurso Uma Aventura... Literária 2008 tem quatro modalidades: Crítica, Texto Original, Desenho e Teatro.
Modalidade Crítica: Crítica a qualquer dos livros seleccionados para o concurso. (Uma página dactilografada ou manuscrita.)
Modalidade Texto Original: Um texto original, imaginado pelo concorrente, com personagens originais. Tema livre. (Uma ou duas páginas dactilografadas ou manuscritas.)
Modalidade Desenho: Um desenho que ilustre um momento de qualquer dos livros a concurso – desenhos a preto e branco em papel A4. (Os concorrentes não devem imitar os desenhos dos livros.)
Modalidade Teatro: Adaptação teatral de um episódio à escolha dos livros Portugal Encoberto e Restaurado (História de Portugal – Vol. VII), Histórias e Lendas da Europa e Histórias e Lendas da América.
Os trabalhos podem ser individuais ou de grupo. Devem vir identificados com o nome do(s) concorrente(s), morada, telefone, idade, ano que frequenta(m), nome e morada da escola e nome do(s) professor(es) coordenador(es). O fornecimento destes dados deve ser feito através do preenchimento de uma ficha fornecida pela Editorial Caminho. Esta ficha estará disponível no site: http://www.uma-aventura.pt e será enviada a quem a solicitar.
O Júri será constituído por uma equipa da Editorial Caminho.
Os trabalhos concorrentes não serão devolvidos.
Prémios de Crítica, Texto Original e Desenho
Os trabalhos serão divididos por quatro graus de ensino: 1.º Ciclo; 2.º Ciclo; 3.º Ciclo; Ensino Secundário. No 1.º Ciclo haverá três prémios para os alunos do 1.º e 2.º ano e três para os alunos do 3º e 4º ano. Os trabalhos premiados (três por cada grau de ensino e por cada modalidade) serão publicados com o nome e com a fotografia dos autores, bem como o nome da escola que frequentam, num livro da colecção Uma Aventura.
A cada trabalho premiado corresponderá ainda um cheque-livro da Editorial Caminho (1º Prémio – 50 euros, 2º Prémio – 37 euros e 3º Prémio – 25 euros).
Os professores responsáveis por estes trabalhos premiados recebem igualmente, por trabalho, um cheque-livro da Editorial Caminho no valor de 25 euros.
Prémios de Teatro
Nesta modalidade não há distinção por graus de ensino e são premiadas as cinco melhores adaptações teatrais com 2 tipos de prémios:
Um cheque-livro no valor de 50 euros para os autores do texto e a publicação do trabalho no site www.uma-aventura.pt com o nome e fotografia dos autores, bem como o nome da escola que frequentam.
Convite para que os autores do texto ou colegas da mesma escola representem a peça numa festa a realizar no Teatro Aberto, em Lisboa, onde serão atribuídos troféus aos melhores actores principais feminino e masculino, aos melhores actores secundários feminino e masculino, ao melhor guarda roupa e ao melhor cenário.
Menções Honrosas
Os concorrentes distinguidos com Menções Honrosas recebem um livro oferecido pela Caminho (um por trabalho) e um Diploma de Menção Honrosa.
Prémios de Participação
Todos os concorrentes recebem um Diploma de Participação e um autocolante.
Todos os professores responsáveis pelos trabalhos apresentados a concurso recebem um Diploma de Coordenação Pedagógica.
Todas as escolas que participem recebem um cheque-livro da Editorial Caminho no valor de 15 euros. Prazos e Contactos
Os trabalhos devem ser enviados, pelo correio, até ao dia 15 de Fevereiro de 2008 (Data dos CTT) para:
Concurso Uma Aventura... Literária 2008 Editorial Caminho Estrada de Paço de Arcos, 66/66A 2735-336 Cacém
A lista de premiados será publicada na comunicação social e no site www.uma-aventura.pt na 2ª semana de Maio de 2008 e os prémios serão entregues numa cerimónia que terá lugar na Feira do Livro de Lisboa e no Teatro Aberto, em Lisboa, no início de Junho.
Para mais informações contactar, em dias úteis das 10.00h às 13.00 h e das 14.00h às 18.00h, Catarina Cruzeiro através dos telefones: 214272287 e 214272200, telefax: 214272201, e-mail: fantastico@editorial-caminho.pt ou pelo correio para: Editorial Caminho – Estrada de Paço de Arcos, 66/66A – 2735-336 Cacém.
Livros a ConcursoModalidade de Crítica e Desenho
O Crocodilo Nini; O Pirata das Ilhas da Bruma; Os Primos e o Feiticeiro Lampeiro; Um Trono Para Dois Irmãos; Mataram o Rei; Quero Ser Outro e todos os títulos da colecção Uma Aventura.
Para as modalidades de Desenho e Crítica, os livros a concurso foram seleccionados entre os que constam das listas de obras recomendadas para leitura orientada e para leitura autónoma pelo M.E. Assim, se os professores o desejarem podem integrar a participação no Concurso Uma Aventura... Literária 2008 nas actividades que levarem a cabo no âmbito do Plano Nacional de Leitura.
Todos os livros recomendados que pertencem a uma colecção podem ser substituídos por outro da mesma colecção, se o professor assim o entender.
Modalidade de Teatro
Portugal Encoberto e Restaurado (História de Portugal – Vol. VII), Histórias e Lendas da Europa e Histórias e Lendas da América.
Informa-te e participa!
www.uma-aventura.pt e www.editorial-caminho.pt
CAMINHOO prazer de ter bons livros para ler!

TESTEMUNHOS DOS LEITORES





Familiares, amigos e colegas já me têm dito «Percebes imenso de História!». Queria dizer que uma enorme parte dessa sabedoria se deve, sem dúvida à colecção "Viagens no Tempo"! Li a colecção quando andava no 6.º/7.º ano e ajudou-me imenso a fixar, sem esforço, os principais acontecimentos da nossa História, o que contribuiu para que ficasse a gostar cada vez mais desta disciplina... e também para os tais «brilharetes». Este gosto por História ainda hoje existe, apesar de já não ter esta disciplina por ter optado por Ciâncias.Obrigado queridas autoras Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada
Teresa Flores
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No livro Diário Cruzado de João e Joana todas as personagens dão largas à imaginação e fazem-na voar com a aventura do diálogo.
Márcia Esteves DomingosViana do Castelo
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Quero aproveitar a oportunidade para felicitá-las pelo excelente trabalho que têm realizado ao longo destes anos, tenho-o seguido com muito agrado.Estava na primeira fase do meu percurso escolar quando me deparei com o vosso trabalho, isto há (não tenho a certeza) 17/18 anos... lembro-me de ir para férias com a colecção toda dentro de um saco. Neste momento, resolvi dar uma leitura por toda a colecção... têm sido uma noites muito animadas, com a peripécia dos cinco.Continuo a seguir o vosso trabalho (dia 20 lá estarei a comprar o próximo exemplar), formei-me em ensino, no meu desempenho procuro dar a conhecer e explorar nas aulas os vossos livros, acho que estão escritos excelentemente e apesar do tempo, com histórias actuais e motivadoras.Gostaria de fazer um agradecimento muito especial. Muitos dos meus conhecimentos de História e cultura geral vieram dos vossos livros... mas não foram só os conhecimentos que ficaram... ficou o «bichinho da leitura», foi a vossa obra que me fez adorar livros e lê-los compulsivamente.Obrigada por tudo.
Ana Póvoas
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Livros para todos
O tipo de livros que lemos marca inevitavelmente a forma como escrevemos, o nosso grau de desenvolvimento intelectual como pessoas e como país.Contrariamente ao que se possa pensar, a influência que estes exercem em nós não se dá apenas quando somos adultos, mas vai-se construindo desde quando somos bebés e os nossos pais nos lêem histórias, aumenta quando aprendemos a ler e o passamos a fazer com maior regularidade e acompanha-nos ao longo de toda a nossa vida, porque cria em nós uma relação muito próxima com o livro e com a leitura.Deste modo torna-se importante escolher bem, primeiro os livros que nos leram, agora aqueles que escolhemos para ler e depois os que iremos ler aos nossos filhos e netos. Isto só se torna possível se existir uma grande diversidade de escolha no que respeita a literatura de qualidade para todas as idades, inclusive para a nossa infância e juventude.Nestas idades, fascinadas pelo mistério, pelo desconhecido é impossível "escapar" aos livros de Ana Maria Magalhães e de Isabel Alçada, e não passar horas a tentar desvendar mais um mistério da célebre "Uma Aventura", sem ficar preso ao livro a partir do primeiro capítulo que se lê. Qual de nós não tem em casa um livro desta série? E qual de nós não cresceu a querer ser forte como o Chico, inteligente como o Pedro, corajoso como o João, ou como as gémeas Teresa e Luísa?Tal como nós, já muitas outras crianças o fizeram, e vão continuar a fazer, e todos nós havemos de dar aos nossos irmãos mais novos e até aos nossos filhos, livros destas autoras e da série "Uma Aventura", que tão bem souberam chegar a nós, porque afinal, os livros infantis são os que mais marcam a nossa vida...
"O livro é a nave mais veloz para nos levar a terras longínquas"
Obrigado pela visita,Um beijinhoRúben Silva - 12.º B
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João, Pedro, Chico, Teresa, Luísa, Faial e Caracol são as personagens da famosa colecção "Uma Aventura". O João é um rapaz pequeno mas muito hábil e muito amigo do seu cão, o Faial, um pastor alemão que é inseparável do seu dono; o Pedro é muito inteligente e muito estudioso; o Chico é aquele tipo de rapaz mais "baldas", mas é muito forte e corajoso; a Teresa e a Luísa são gémeas e são muito divertidas e brincalhonas. São as donas do Caracol, um cãozinho pequenino e barulhento, mas muito esperto. Foi este grupo e as suas misteriosas aventuras que me levaram a criar uma grande paixão por livros.A leitura é uma coisa que se vai desenvolvendo ao longo do tempo e eu, apesar de gostar de ler desde pequena, lia apenas histórias curtas. Porém, um dia ofereceram-me um livro desta colecção e, a princípio, quando olhei para ele pensei: "Eu não vou conseguir ler isto tudo". No entanto, adorei e li-o num abrir e fechar de olhos. Estes livros desta colecção são fascinantes e captam a atenção das crianças de uma forma espectacular. Eu, quando os lia, era como se estivesse a vivê-los, como se fizesse parte da história. As cinco simpáticas crianças e os seus cãezinhos adoráveis cativaram rapidamente a minha amizade, e com eles me aventurei nas páginas dos livros cheios de mistério, suspense, emoção, aventura, humor... e muita amizade.Foi esta colecção que me incentivou a ler mais livros, pois quando lia perdia a noção do tempo e só queria avançar e chegar o mais depressa possível ao fim para desvendar mais um mistério. Quando comecei a crescer, comecei a ler outro tipo de livros mas ainda hoje os meus preferidos são os de aventura, mistério e suspense.Ana Maria Magalhães, muito obrigada por me ter mostrado o caminho até ao maravilhoso mundo dos livros.
Com um beijinho de agradecimento pela sua agradável visita à nossa escola.
Joana Carvalho - 12.º CEscola Secundária de Vendas Novas
Colecção recomendada pela Fundação Calouste Gulbenkian e pelo Ministério da Educação

Uma Aventura na Cidade
(1.ª edição, 1982; 18.ª edição, 2000)
Uma Aventura nas Férias do Natal
(1.ª edição, 1982; 17.ª edição, 2003)
Uma Aventura na Falésia
(1.ª edição, 1983; 15.ª edição, 2002)
Uma Aventura em Viagem
(1.ª edição, 1983; 13.ª edição, 2002)
Uma Aventura no Bosque
(1.ª edição, 1983; 15.ª edição, 2001)
Uma Aventura entre Douro e Minho
(1.ª edição, 1983; 13.ª edição, 2003)
Uma Aventura Alarmante
(1.ª edição, 1984; 12.ª edição, 2003)
Uma Aventura na Escola (PNL)
(1.ª edição, 1984; 17.ª edição, 2001)
Uma Aventura no Ribatejo
(1.ª edição, 1984; 12.ª edição, 2001)
Uma Aventura em Evoramonte
(1.ª edição, 1984; 12.ª edição, 2001)
Uma Aventura na Mina
(1.ª edição, 1985; 12.ª edição, 2003)
Uma Aventura no Algarve
(1.ª edição, 1985; 13.ª edição, 2003)
Uma Aventura no Porto
(1.ª edição, 1985; 14.ª edição, 2004)
Uma Aventura no Estádio
(1.ª edição, 1985; 14.ª edição, 2002)
Uma Aventura na Terra e no Mar
(1.ª edição, 1986; 11.ª edição, 2003)
Uma Aventura debaixo da Terra
(1.ª edição, 1986; 11.ª edição, 2001)
Uma Aventura no Supermercado
(1.ª edição, 1986; 11.ª edição, 2004)
Uma Aventura Musical
(1.ª edição, 1987; 9.ª edição, 2001)
Uma Aventura nas Férias da Páscoa
(1.ª edição, 1987; 10.ª edição, 2003)
Uma Aventura no Teatro
(1.ª edição, 1987; 9.ª edição, 2001)
Uma Aventura no Deserto
(1.ª edição, 1988; 10.ª edição, 2000)
Uma Aventura em Lisboa
(1.ª edição, 1988; 9.ª edição, 2001)
Uma Aventura nas Férias Grandes
(1.ª edição, 1989; 8.ª edição, 2003)
Uma Aventura no Carnaval
(1.ª edição, 1989; 7.ª edição, 2004)
Uma Aventura nas Ilhas de Cabo Verde * (PNL)
(1.ª edição, 1990; 9.ª edição, 2004)
Uma Aventura no Palácio da Pena
(1.ª edição, 1990; 8.ª edição, 2002)
Uma Aventura no Inverno
(1.ª edição, 1990; 6.ª edição, 2002)
Uma Aventura em França
(1.ª edição, 1991; 6.ª edição, 2002)
Uma Aventura Fantástica
(1.ª edição, 1991; 6.ª edição, 2003)
Uma Aventura no Verão
(1.ª edição, 1992; 5.ª edição, 2002)
Uma Aventura nos Açores *
(1.ª edição, 1993; 6.ª edição, 2003)
Uma Aventura na Serra da Estrela (PNL)
(1.ª edição, 1993; 7.ª edição, 2002)
Uma Aventura na Praia *
(1.ª edição, 1994; 5.ª edição, 2003)
Uma Aventura Perigosa
(1.ª edição, 1994; 5.ª edição, 2004)
Uma Aventura em Macau
(1.ª edição, 1995; 5.ª edição, 2002)
Uma Aventura na Biblioteca
(1.ª edição, 1996; 4.ª edição, 2001)
Uma Aventura em Espanha
(1.ª edição, 1996; 4.ª edição, 2002)
Uma Aventura na Casa Assombrada
(1.ª edição, 1997; 4.ª edição, 2002)
Uma Aventura na Televisão
(1.ª edição, 1998; 3.ª edição, 2004)
Uma Aventura no Egipto
(1.ª edição, 1999; 3.ª edição, 2004)
Uma Aventura na Quinta das Lágrimas (PNL)
(1.ª edição, 1999; 4.ª edição, 2002)
Uma Aventura na Noite das Bruxas
(1.ª edição, 2000; 3.ª edição, 2003)
Uma Aventura no Castelo dos Ventos
(1.ª edição, 2001)
Uma Aventura Secreta
(1.ª edição, 2002; 2.ª edição, 2006)
Uma Aventura na Ilha Deserta
(1.ª edição, 2003; 2.ª edição, 2006)
Uma Aventura entre as Duas Margens do Rio
(1.ª edição, 2004)
Uma Aventura no Caminho do Javali
(1.ª edição, 2005)
Uma Aventura no Comboio
(1.ª edição, 2006)
Uma Aventura no Labirinto Misterioso
(1.ª edição, 2007)